quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Modelismo ferroviário?

Há dias que me apetece escrever sobre o modelismo em Portugal. Hoje é um desses dias. Isto foi provocado por ter lido uma revista da Modelrailroader, com o título “How to Build More Layout in Less Space”.

Esta revista tem catorze artigos sobre a construção compacta de layouts. Epah, magnifico! A malta deveria ler isto... mas o quê, gastar dinheiro em revistas, livros e/ou DVD’s sobre assunto? Não... nós nascemos todos ensinados. Sabemos todos criar cenários realistas e correctos... certo? Errado. É por isso é que a minha colecção de revistas e livros não para de crescer: Model Railroader, Loco Revue, Eisenbahn Journal, MRH (esta é gratuita, sabiam???) É um PDF com conteúdos multimédia, com dicas fantásticas sobre modelismo). Não nasci ensinado, nem nunca fui bom a Trabalhos Manuais na Escola.


O que vejo cada vez mais, seja cá dentro ou lá fora, são as aberrações de maquetas... desculpem... de amontoados de material, que nada têm a ver com a realidade. No modelismo ferroviário tentamos reproduzir a realidade à escala. O que se vê mais é a malta que gosta do comboio eléctrico e faz a sua colecção, mas que se intitulam de modelistas ferroviários.


No meu ponto de vista o que se passa é o seguinte:

Modelista ferroviário – Pessoa que se dedica à construção de um cenário baseado ou não na realidade, mas que os critérios de construção têm a ver com um determinado período ou espaço temporal
Coleccionador ferroviário – Pessoa que se dedica à colecção de modelos ferroviários, e que até é capaz de por os seus modelos a rolar de vez em quando, porque até tem uma chapa de madeira com umas linhas pregadas.
Amante do comboio eléctrico – Pessoa que compra tudo e mais alguma coisa, sem qualquer tipo de critério, e que faz um cenário que não é baseado em nada, e que por vezes acaba por ficar tudo tão complicado que fica tudo menos credível.

Sou capaz de ser um pouco radical nestes conceitos, até porque me considero um pouco dos três. Mas de facto, a minha colecção está-se a dirigir para um determinado local e época. O layout também...


Malta, vamos lá com calma, e vamos deixar de ser “Velhos do Restelo”. Hoje em dia só não fazemos maquetas melhores se não quisermos.


Eu próprio meti-me numa alhada complicada... “ah e tal vou fazer uma trestle bridge...” Errado... não a fiz, e ainda está por fazer. Devemos manter o projecto da maqueta simples, sobretudo se não temos muita experiência. Devemos procurar fotografias da realidade para inspiração.

Digam-me lá se faz sentido vermos uma CP 1400 azul ao lado de uma 5600, numa mesma fotografia? Mas faz mais sentido se, com pequenas alterações, fotografarmos a maqueta com a 1400 azul com carros da época, e depois pomos a 5600 com carros da época. Fica ou não diferente???

Pensem nisso...


E muito importante: ninguém nasceu ensinado. As revistas ajudam muito. E não é por €7,60 de uma Model Railroader que o a coisa corre mal durante o mês... É preferível gastarmos esse dinheiro, para nos ajudar a escolher os produtos e técnicas correctas, do que andarmos a comprar e experimentar material por tentativa/erro.


Ah, e mais digo: Os livros da NOCH são excelentes!!! Até dizem o que devemos usar em cada capítulo!


Venham daí os vossos pensamentos e ideias.

Abraços.